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A Professora Anicia Peters, CEO da Comissão Nacional de Investigação, Ciência e Tecnologia da Namíbia, foi entrevistada durante a Reunião Anual de 2024 dos Conselhos Africanos de Concessão de Subsídios…
A Professora Anicia Peters, CEO da Comissão Nacional de Investigação, Ciência e Tecnologia da Namíbia, foi entrevistada durante a Reunião Anual de 2024 dos Conselhos Africanos de Concessão de Subsídios para a Ciência, em Gaborone, Botsuana.
A Professora Anicia Peters, CEO da Comissão Nacional de Investigação, Ciência e Tecnologia (NCRST) da Namíbia, sublinha a importância de um financiamento flexível da investigação, que se adapte à evolução das prioridades nacionais. Destaca áreas-chave de enfoque: segurança alimentar, energia e valorização de minerais de terras raras. Para construir um enquadramento de financiamento robusto, identifica três fatores críticos — temas de financiamento abrangentes, colaboração entre países e reforço de capacidades.
Iniciativas-chave
Para impulsionar a inovação, a Namíbia juntou-se à recém-criada rede de Agências Africanas de Inovação, que liga agências em todo o continente. Esta iniciativa promove a incubação de startups, o reforço de capacidades e a partilha de conhecimento, acelerando a inovação e o desenvolvimento em África.
Através da NCRST, a Namíbia apoia a investigação em áreas-chave, incluindo IA na saúde, sistemas alimentares, gestão de resíduos, biomassa e tecnologias verdes. Tirando partido da Science Granting Councils Initiative (SGCI), a NCRST financia projetos como ferramentas de diagnóstico com IA para deteção precoce de doenças, melhorando os resultados em saúde.
Construção de parcerias
A Namíbia assinou um Memorando de Entendimento (MOU) com a Zâmbia e o Zimbabué para cofinanciar e implementar projetos conjuntos de investigação. Reforçar a colaboração intra-africana é crucial para desenvolver ecossistemas de investigação sustentáveis e reduzir a dependência de parcerias Norte–Sul.
A Professora Peters observa que pequenos subsídios-semente podem ajudar a atrair investimento adicional e a alargar parcerias. No entanto, salienta que os governos africanos devem comprometer recursos financeiros para assegurar uma participação equitativa em colaborações globais de investigação.
Aumentar a visibilidade e a influência global
A Professora afirma que o investimento em investigação reforça a confiança nacional e atrai financiadores globais. Referiu que a Namíbia ganhou visibilidade nas Nações Unidas, na União Africana e em fóruns internacionais, posicionando-se como um interveniente-chave na ciência, tecnologia e inovação.
A Professora Peters co-preside ao grupo de trabalho da União Africana sobre a Quarta Revolução Industrial (4IR), ajudando a definir a estratégia africana para a Inteligência Artificial (IA) e a tecnologia.
Perspetivas e prioridades
Destaca a importância de reforçar os SGCI através de planeamento financeiro, cofinanciamento e programas de intercâmbio de especialistas. Também abordou a necessidade de aproveitar a IA e as tecnologias da 4IR em áreas como o hidrogénio verde e a saúde, expandindo as capacidades internas e nacionais de aconselhamento em políticas públicas.
Quais eram as suas expectativas relativamente à reunião em Gaborone? Esperava assegurar compromissos financeiros para a Fase 3 da SGCI. Planear futuras parcerias foi uma prioridade fundamental, tal como reforçar os enquadramentos institucionais para a investigação e a inovação.
Veja a entrevista completa para ouvir as perspetivas de Peters sobre o reforço dos enquadramentos institucionais para a investigação e a inovação.
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