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Em abril de 2025, a Iniciativa dos Conselhos de Concessão de Bolsas de Investigação Científica (SGCI) na África Subsariana assinalou dez anos de reforço da capacidade dos financiadores públicos nacionais…

Em abril de 2025, a Iniciativa dos Conselhos de Concessão de Bolsas de Investigação Científica (SGCI) na África Subsariana assinalou dez anos de reforço da capacidade dos financiadores públicos nacionais de investigação.

Desde a sua criação, a SGCI tem trabalhado em 17 países para fortalecer os sistemas de ciência, tecnologia e inovação (CTI), através de parcerias com conselhos de investigação, agências de desenvolvimento e organizações regionais e internacionais.

Um estudo de 2014 que levou à formação da SGCI revelou que, embora os Conselhos de Concessão de Bolsas de Investigação Científica (SGCs) desempenhem papéis vitais, tais como o financiamento da investigação, o aconselhamento de governos e a gestão de parcerias, necessitavam de capacidade institucional, particularmente na gestão de investigação.

A SGCI colocou a gestão de investigação no centro da sua programação inicial para dar resposta a esta questão.

Formação e ferramentas focadas no reforço da capacidade dos gestores de investigação

O fortalecimento da Gestão e Administração de Investigação (RMA) tornou-se uma prioridade estratégica, uma vez que os conselhos necessitavam de sistemas robustos de gestão de investigação e de profissionais qualificados para gerir os fundos de investigação de forma eficaz.

A Associação de Gestão de Investigação e Inovação da África Austral (SARIMA) e as suas organizações congéneres, as Associações de Gestão de Investigação e Inovação (RIMAs), CARIMA, EARIMA e WARIMA, foram fundamentais para este esforço, oferecendo formação, apoio técnico e oportunidades de aprendizagem entre pares que abrangeram todo o ciclo de vida das bolsas de investigação.

Através destas colaborações, a SGCI apoiou o desenvolvimento de um quadro de competências profissionais e lançou cursos online acreditados através da Universidade de Witwatersrand.

Foram também introduzidas ferramentas práticas, como manuais de gestão de bolsas e diretrizes de concursos.

Estes esforços ajudaram a definir a RMA como uma profissão legítima dentro dos conselhos de financiamento, distinta das funções baseadas em universidades, e levaram ao surgimento de gestores de investigação certificados.

Um exemplo deste impacto é Luiza Mazazire, da Namíbia, que se tornou a primeira pessoa no seu país a ser reconhecida profissionalmente através do Conselho Internacional de Reconhecimento Profissional.

A sua progressão na carreira ilustra como o reforço das capacidades individuais contribui para o avanço institucional e sistémico.

Atualmente, continua a defender a gestão de investigação na Universidade de Ciência e Tecnologia da Namíbia.

O apoio contínuo da SGCI no reforço da capacidade dos conselhos de investigação

A procura por formação e reconhecimento está a crescer, com o apoio contínuo alargado a países como a Etiópia, o Gana e o Zimbabué.

A SARIMA foca-se agora na construção de percursos estruturados a longo prazo para indivíduos e instituições.

Reconhecendo que a rotatividade de pessoal pode dificultar a continuidade, a difusão de pessoal formado por todo o ecossistema de investigação é vista como uma força, e não como um revés.

Olhando para o futuro, a integração da formação em RMA como uma função institucional permanente é essencial. Modelos internos de formação de formadores, estratégias de envolvimento abrangentes e desenvolvimento profissional adaptado a profissionais experientes serão fundamentais para a próxima fase.

A visão da SGCI para o futuro é uma cultura de gestão de investigação profundamente enraizada que apoie sistemas de CTI resilientes e eficazes em toda a África.

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Publicado a 15 de maio de 2025

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