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A nova política de ciência, tecnologia e inovação (CTI) de Moçambique irá impulsionar o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo que aborda os desafios sociais, afirmam os…
- Moçambique aprova política fundamental de ciência, tecnologia e inovação (CTI)
- A política visa aumentar a capacidade científica e tecnológica para o desenvolvimento sustentável
- A SGCI financiou uma revisão da política de CTI do país
A nova política de ciência, tecnologia e inovação (CTI) de Moçambique irá impulsionar o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo que aborda os desafios sociais, afirmam os investigadores.
Aprovada pelo conselho de ministros de Moçambique a 21 de maio, a política visa potenciar a CTI para alcançar o desenvolvimento sustentável e a produtividade em Moçambique.
“A política representa o compromisso do governo em fortalecer e construir as capacidades científicas e tecnológicas necessárias para o desenvolvimento sustentável”, afirmou Sérgio Pereira, investigador auxiliar no Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Moçambique.
A política foi desenvolvida com o apoio do projeto Evidence in Policy (Evi-Pol) da Science Granting Councils Initiative (SGCI) e será implementada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia de Moçambique.
Darryn Whisgary, gestor de investigação no Centre for Science, Technology, and Innovation Indicators e líder do projeto Evi-Pol da SGCI, afirmou que a SGCI prestou apoio financeiro ao Fundo Nacional de Investigação (FNI) de Moçambique para a sua elaboração.
Whisgary afirmou que a equipa da SGCI orientou os representantes do ministério moçambicano ao longo do processo de desenvolvimento da política e que estão agora a colaborar com o FNI de Moçambique para organizar eventos multissetoriais para discutir a implementação da política.
Referiu que o projeto Evi-Pol da SGCI financiou uma revisão abrangente da política de CTI, liderada pelo consultor especialista John Ouma Mugabe, da Universidade de Pretória, na África do Sul.

Mugabe afirmou que a política adota uma abordagem integrada e holística para responder a desafios complexos locais, nacionais e globais.
“Embora as abordagens e esforços anteriores tenham produzido alguns resultados, não tiveram um efeito transformador na economia e nos cidadãos de Moçambique”, afirmou.
“O projeto Evi-Pol da SGCI desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da nova política para cumprir os principais objetivos de desenvolvimento de Moçambique.”
Rose Entsua-Mensah, antiga diretora-geral do Council for Scientific and Industrial Research do Gana, afirmou que a política de CTI fornece o quadro para criar as instituições e aproveitar a capacidade disponível de ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento económico e social.
Acredita que existe a necessidade de construir bases cívicas e políticas alargadas para a política de CTI.
“Isto envolve o estabelecimento de plataformas para diálogos entre ciência, sociedade e política para ajudar a democratizar a definição de prioridades de investigação e desenvolvimento, potenciar investimentos do setor privado em CTI para os ODS e estabelecer o escrutínio público para a CTI”, afirmou.
Artigo escrito por Francis Kokutse
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